sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Culturas Novas

Nessas viagens por aí descobri não somente um mundo novo, mas culturas novas.  No ínicio de minha carreira trabalhei com estrangeiros que vinham da Inglaterra e dos Estados Unidos, e estes me contavam como era o fundo lá fora. Eu desejava entrar em um daqueles aviões e ganhar o mundo. Depois de ser instrutora de inglês, trabalhar em uma agência de receptivo à estrangeiros e terminar a faculdade em São Paulo, tudo mudou. Tudo bem, eu já havia feito um mochilão e ganhado a boa parte da Itália, Paris e Madri, porém eu queria mais.
Comecei a trabalhar em uma empresa de cruzeiros marítimos e desde então colho meus frutos: o da sabedoria. Eu tinha professores na aula de inglês que me diziam o quanto era difícil a comunicação com estrangeiros que não tinham o inglês como língua materna, ou seja, pessoas oriundas de países onde a língua oficial é a da querida Rainha. Pois bem, existem chineses, gregos, argentinos, enfim uma infinidade de nacionalidades que , à bordo, têm que falar a inglês (idioma em comum entre tripulantes). Agora imagine um indiano falando em inglês. No início a gente se perde, pede para que se repita e depois se acostuma. Na verdade tem que se acostaumar com todos, os italianos também deixam bastante a desejar por ter um sotaque muito forte.
À parte a barreira linguística, há a cultural. Filipinos e indianos comem com as mãos enquanto que os argentinos não largam o "chá" nem nos dias mais quentes do verão. Os italianos não sossegam se não há massa nos restaurante e os brasileiros, feijão. Os chineses não despensam um bom nissim e os baianos (mais restritamente falando) uma pimentinha.
Não leve todos estes exemplos a mal. Eu os aqui evidencio justamente para mostrar o quanto é linda essa diversidade e o quanto diversificada é a vida de bordo. Estando ali, é pssível saber da boca deles fatos e acontecimentos em tempo real.
Certa vez fui abraçar um amigo indonesiano que me disse que não poderia abraçar, beijar, comer etc, pois estava praticando o jejum do Ramadã. E isso foi pouco antes de eu descobrir que a maior parte da populaçcão indonesiana é mulçumana devido sua colonização árabe. Lindo!!! Quando eu poderia imaginar que entraria um mulçumano e seria amiga dele???
Infelizmente, constatei o óbvio. Os brasileiros não tem praticamente nenhum incentivo para aprender novos idiomas. Concordo que na europa os países são muito próximos e aprender o idioma do vizinho se torna uma tarefa fácil. No entanto, em países como a Índia e a as Filipinas as crianças apendem inglês desde pequenas e falam fluentemente juntamente com sua língua local. O europeu de hoje tem a cultura de ser fluente em ao menos mais dois idiomas além de sua língua materna. E existem muitos programas para que isso aconteça. Não desmerecendo nosso país, há programas de incentivo como o Centro de Estudos de Línguas em São Paulo. O programa oferece espanhol, francês, alemão, japonês e italiano à alunos de rede pública, e foi assim que comecei a estudar francês.
Amo nosso país, mas conhecer este mundo é algo inspirador. Viajar é sim se aventurar!!!
Aventure-se e até a próxima.

Juana Paula

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